Educação financeira

Juros do rotativo do cartão de crédito: como funciona e como sair

Por Equipe Cash Certo · Publicado em · Atualizado em · 5 min de leitura

Os juros do rotativo do cartão de crédito são cobrados quando você paga menos que o valor total da fatura: o saldo que ficou é "rolado" para o mês seguinte com juros, IOF e encargos, e está entre os créditos mais caros do país. Desde janeiro de 2024, pela Lei 14.690/2023, o total de juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não pode passar de 100% do valor original da dívida. Para sair, o caminho é quitar o saldo ou trocá-lo por uma dívida com CET menor e parcela fixa.

Como o rotativo funciona na prática

Todo mês a fatura do cartão de crédito chega com três opções:

  1. Pagar o total: não há juros.
  2. Pagar um valor entre o mínimo e o total: o restante entra no rotativo.
  3. Pagar só o mínimo: quase todo o saldo entra no rotativo.

O rotativo é pensado para ser uma ponte curta. Pelas regras do Conselho Monetário Nacional, o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, se você ainda não quitou, o banco precisa oferecer um parcelamento do saldo, normalmente com juros menores que os do rotativo, mas ainda altos.

Exemplo ilustrativo

A sua fatura é de R$ 2.000 e você paga R$ 400. Os R$ 1.600 que faltam entram no rotativo. Com uma taxa de exemplo de 12% ao mês, só de juros seriam cerca de R$ 192 no mês seguinte, fora IOF. Se no outro mês você só pagar uma parte de novo, os juros passam a ser cobrados sobre um saldo ainda maior. Os números são ilustrativos: a taxa real está na sua fatura.

O que é o limite de 100% dos juros do rotativo?

A Lei 14.690/2023, criada junto com o programa Desenrola, determinou que juros e encargos financeiros do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor original da dívida. A regra vale desde 3 de janeiro de 2024 e foi regulamentada pelo Banco Central.

Na prática: se a dívida original era de R$ 1.600, o máximo que pode ser cobrado de juros e encargos sobre ela é R$ 1.600, chegando a no máximo R$ 3.200 no total.

Isso protege contra a dívida que cresce sem fim, mas não torna o rotativo barato. Pagar o dobro do que você gastou ainda é um prejuízo enorme.

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Veja o valor das parcelas e o custo total antes de decidir. Toda solicitação está sujeita à análise de crédito.

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Quanto custa o rotativo em comparação com outros créditos

Você não precisa decorar taxas. O que importa é saber a ordem, que costuma ser esta, do mais caro para o mais barato (varia conforme o banco e o seu perfil):

Tipo de créditoCusto típico
Rotativo do cartão de créditoEntre os mais caros do mercado
Cheque especialMuito alto
Parcelamento da faturaAlto
Empréstimo pessoal sem garantiaMédio a alto, depende da análise
Consignado e crédito com garantiaCostuma ser o mais baixo

As taxas médias de cada modalidade são publicadas pelo Banco Central e mudam com frequência. A sua fatura também mostra o CET do rotativo e do parcelamento: procure esse número no campo de informações.

Como sair do rotativo do cartão de crédito

1. Pare de usar o cartão de crédito que está no rotativo

Cada compra nova soma no saldo e atrasa a saída. Se for preciso, use débito ou dinheiro por alguns meses.

2. Pague o máximo que puder da fatura

Qualquer valor acima do mínimo reduz a base de cálculo dos juros. Corte gastos temporariamente e direcione o que sobrar para a fatura. Um orçamento doméstico simples ajuda a achar esse dinheiro.

3. Compare o parcelamento da fatura com outras opções

O banco vai oferecer parcelar o saldo. Antes de aceitar, compare o CET desse parcelamento com outras linhas de crédito. Use o guia de CET: como comparar o custo de qualquer empréstimo.

4. Troque a dívida cara por um crédito mais barato

Se você consegue um empréstimo com CET menor que o do rotativo e do parcelamento, pode quitar a fatura de uma vez e ficar com parcelas fixas. Algumas opções:

  • Consignado, para aposentados, pensionistas do INSS e servidores
  • Crédito do Trabalhador, para quem tem carteira assinada
  • Empréstimo pessoal
  • Pix no cartão de crédito: um empréstimo pessoal parcelado na fatura de outro cartão de crédito com limite disponível, com o dinheiro enviado por Pix para a sua própria conta

Na Cash Certo, o Pix no cartão de crédito tem CET de 1,93% a.m. (25,80% a.a.) a 17,90% a.m. (621,38% a.a.), conforme análise de crédito, com parcelas de 1 a 21x. Exemplo oficial: R$ 1.000,00 em 12x de R$ 99,88, total de R$ 1.198,60, CET de 2,90% a.m. (40,98% a.a.). Ele só vale a pena para sair do rotativo se o CET aprovado para você for menor que o da dívida atual e a parcela couber no seu orçamento. Compare antes.

Erros comuns com o rotativo

  • Achar que pagar o mínimo é "estar em dia". Você está em dia, mas pagando juros altíssimos.
  • Parcelar a fatura e continuar usando o cartão de crédito no mesmo ritmo. A parcela entra na fatura seguinte e a bola cresce.
  • Trocar a dívida sem comparar o CET. Às vezes a troca sai mais cara.
  • Pegar crédito novo e não quitar a fatura. O dinheiro precisa ir direto para a dívida.

Perguntas frequentes

Quando eu entro no rotativo do cartão de crédito?

Você entra no rotativo quando paga qualquer valor menor que o total da fatura até o vencimento. O saldo restante passa para o mês seguinte com juros, IOF e encargos.

Por quanto tempo posso ficar no rotativo?

Pelas regras do Conselho Monetário Nacional, o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o banco deve oferecer um parcelamento do saldo devedor.

Os juros do rotativo têm limite?

Sim. Desde janeiro de 2024, pela Lei 14.690/2023, o total de juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não pode passar de 100% do valor original da dívida.

Vale a pena pegar um empréstimo para pagar o rotativo?

Vale se o CET do empréstimo for menor que o custo do rotativo ou do parcelamento oferecido pelo banco, se a parcela couber no orçamento e se você parar de usar o cartão de crédito até organizar as contas. Toda contratação é sujeita a análise de crédito.

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Conteúdo informativo, que não substitui a análise do seu caso nem o contrato. Condições, taxas e regras podem mudar; confira sempre na proposta e nas fontes oficiais.

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